quarta-feira, 29 de abril de 2015
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História da literatura
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escolas literárias
INTRODUÇÃO.:
Na origem, a literatura de todos os povos foi oral. Apesar de originar-se
etimologicamente da palavra letra (do latim, littera, letra), a Literatura surgiu nos
primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em
tribos nômades, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos
primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram transmitidas de forma oral através
das gerações. Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber
pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registrar a tradição oral. Mais tarde
surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as tabuletas,
óstracos, papiros e pergaminhos. Dessa maneira, as primeiras obras literárias
conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral.
A maior parte da literatura ocidental antiga se perdeu. Cada uma das cinco civilizações
mais antigas que se conhecem - Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura
dos israelitas na Palestina - entrou em contato com uma ou mais dentre as outras. Nas
duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tábulas de argila quebradas, e a
egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna.
Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de
mitos arquetípicos - o Gilgamesh e o Enuma Elish que vieram a ecoar e ter
desdobramentos em terras bem distantes. O Egito, que detinha a intuição mística de
um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura
hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros
manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar
profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas
vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo
mantivera-a afastada dos gregos e romanos.
Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, a
literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma.
Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento
e escolha de verso e métrica.
A chamada literatura clássica, que engloba toda a produção greco-romana entre os
séculos V a.C. e V d.C., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas,
transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras
da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa
e das regiões colonizadas pelos europeus. Todos os gêneros importantes de literatura
- épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa - foram
criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões
secundárias.
história da literatura
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escolas literárias
ESCOLAS LITERÁRIAS.:
No estudo da literatura, costuma-se dividir a produção literária de um país em Eras, e
essas Eras se dividem em fases menores, chamadas de escolas literárias ou estilos
de época.
As escolas literárias delimitam períodos da história da literatura nos quais o contexto
político-econômico e os fatores sócio-culturais se manifestam no comportamento, nos
costumes, na arte e, portanto, na produção literária vigente, refletindo um conjunto de
características comuns que impregnam as obras dos diversos autores, tanto no tocante
à linguagem, quanto aos temas e à maneira de conceber o mundo e expressar a
realidade. Dessa forma, os marcos divisórios das escolas literárias costumam coincidir
com as grandes transformações históricas vividas num país. Todavia, cabe ressaltar
que, evidentemente, dentro de cada estilo de época, existem também os estilos pessoais
de cada autor.
Como as primeiras manifestações literárias brasileiras datam do século XVI, vamos
iniciar nossa abordagem pela Era Medieval da literatura portuguesa, que compreende
o Trovadorismo e o Humanismo, que refletem o período em que Portugal se consolidava
como Estado-Nação e a língua portuguesa adquiria independência do galego. Depois,
vamos iniciar a abordagem do Quinhentismo brasileiro ao mesmo tempo em que Portugal
inicia o Renascimento.
LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA – 2ª SÉRIE EM – QUADRO CRONOLÓGICO Prof. Ten Holzapfel –
http://r.search.yahoo.com/_ylt=A0LEV2jPy0BVAcAAcBPz6Qt.;_ylu=X3oDMTE0NXNwZ3RyBGNvbG8DYmYxBHBvcwM3BHZ0aWQDVklQQlIwMV8xBHNlYwNzcg--/RV=2/RE=1430338639/RO=10/RU=http%3a%2f%2fwww.cmjf.com.br%2fcmjf24horas%2faluno%2fmaterial%LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA –
2ª SÉRIE EM – QUADRO CRONOLÓGICO

Podemos
entender facilmente as escolas literárias do Brasil por meio deste gráfico.
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Prof. Ten Holzapfel –
Aluno:__________________________ Turma: _____________________
Cronologia e características dos
movimentos literários
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Estilo
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Portugal
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Brasil
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Características
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Trovadorismo
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1189/1198
A Ribeirinha
Paio Soares de Taveirós
Gêneros: cantigas (poesia), novelas de
cavalaria, nobiliários, hagiografias.
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-
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Cantigas
de Amor: sofrimento, idealização, eu lírico masculino, ambiente da Corte,
dama inacessível, caráter análítico-descursivo.
Cantigas de Amigo: eu lírico feminino,
confessional, ambiente popular, paixão incorrespondida, realista,
narrativo-descritiva.
Cantigas de Escárnio e Maldizer: críticas
indiretas ou diretas de pessoas ou fatos de uma época. Rica fonte de documentação.
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Humanismo
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1418
Fernão Lopes, guarda-mor da Torre do Tombo.
Gêneros: historiografia, teatro popular, prosa
doutrinária.
Gil Vicente (teatro)
|
-
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Teatro:
em poesia, versa sobre assuntos profanos ou religiosos; carpintaria teatral
rudimentar; ausência de regras; sem unidade de ação, tempo e espaço. Aspectos
críticos de uma sociedade em transição.
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Classicismo
Quinhentismo
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1527
Sá de Miranda
Introdução da medida nova.
Gêneros: poesia lírica, épica, teatro e
crônicas.
Camões (poesia)
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1500
(Quinhentismo)
1º Documento escrito em terras brasileiras:
Carta a D. Manuel.
Gêneros: poesia lírica e épica, teatro e
crônicas.
Pero Vaz de Caminha
José de Anchieta
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Valorização
do homem (antropocentrismo); paganismo (maravilhoso pagão); superioridade do
homem sobre a natureza; objetividade; racionalismo; universalidade; saber
concreto em detrimento do abstrato; retomada dos valores greco-romanos; rigor
métrico, rímico e estrófico: equilíbrio e harmonia.
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Barroco
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1580
Morte de Camões
Portugal sob o domínio espanhol.
Gêneros: oratória sacra, política e social;
poesia religiosa, satírica e lírico-amorosa.
Pe. Antônio Vieira
(oratória)
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1601
Bento Teixeira: publicação de Prosopopéia
Pe. Antônio Vieira (oratória)
Gregório de Matos (poesia)
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Arte
dos contrastes: antinomia homem - céu, homem - terra; visualização e
plasticidade; fugacidade; não-racionalismo; unidade e abertura (perspectivas
múltiplas para o observador); luta entre o profano e o sagrado. Culto a
elementos evanescentes (água/vento). Sentido de transitoriedade da vida; carpe
diem (aproveitar o momento); valorização do presente, movimento ligado ao
espírito da Contra - Reforma; jogos de metáforas; riqueza de imagens; gosto
pelo pormenor; malabarismo verbal – uso de hipérbato, hipérbole, metáforas e
antíteses.
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Arcadismo
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1756
Fundação da Arcádia Lusitana.
Gênero: poesia
Bocage (poesia)
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1768
Cláudio Manuel da Costa:
Obras Poéticas
Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio
Gonzaga (poesia lírica e épica)
Basílio da Gama e Santa Rita Durão (poesia épica)
|
Arte
do equilíbrio e harmonia; busca do racional, do verdadeiro e da natureza;
retorno às concepções de beleza do Renascimento; poesia objetiva e
descritiva; áureas mediocritas: o objetivo arcádico de uma vida serena
e bucólica; pastoralismo; valorização da mitologia; técnica da simplicidade.
Literatura linear e regrada: inutilia truncat (cortar o inútil).
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Romantismo
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1825
Almeida Garrett
Publicação do poema Camões
Gêneros: prosa (romance e novela)
poesia e teatro.
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1836
Gonçalves de Magalhães
Publicação de Suspiros Poéticos e Saudades
Poesia: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo,
Casimiro de Abreu, Castro Alves.
Prosa: (urbanos) Alencar, Joaquim Manuel de
Macedo, Manuel Antônio de Almeida; (regionalistas) Alencar, Bernardo
Guimarães, Taunay; (indianista-histórico) Alencar
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1ª
Geração: nacionalismo, ufanismo, natureza, religião, indianismo/medievalismo.
2ª Geração: mal do século, evasão, solidão,
profundo pessimismo, anseio da morte.
3ª Geração: condoreirismo, liberdade,
oratória de reivindicação, transição para o Parnasianismo, literatura social
e engajada.
Geral: imaginação, fantasia, sonho,
idealização, sonoridade, simplicidade, subjetivismo, sintaxe emotiva,
liberdade criadora.
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Realismo/ Parnasianismo/
Naturalismo |
1865
Questão Coimbrã: Antero de Quental contra
Castilho (Novos x Velhos)
Gêneros: prosa (romance, conto, crônica),
poesia, crítica.
Prosa: Eça de Queirós
Poesia: Antero de Quental, Cesário Verde,
Guerra Junqueiro.
|
1881
Machado de Assis
Publicação de Memórias Póstumas de Brás
Cubas/ Realismo
Aluísio de Azevedo
Publicação de O Mulato/ Naturalismo
Década de 80
Definição do ideário parnasiano.
Prosa: Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Raul
Pompéia
Poesia: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo
Correia, Vicente de Carvalho.
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Realismo:
preocupação com a verdade exata, observação e análise, personagens
tipificadas, preferência pelas camadas altas da sociedade. Objetividade.
Descrições pormenorizadas. Linguagem correta, no entanto é mais próxima da
natural, maior interesse pela caracterização que pela ação – tese documental.
Naturalismo: visão determinista do homem
(animal, presa de forças fatais e superiores – meio, herança genética,
fisiologia, momento). Tendência para análise dos deslizes de personalidade.
Deturpações psíquicas e físicas. Preferência pela classe operária. Patologia
social: miséria, adultério, criminalidade, etc – tese experimental.
Parnasianismo: arte pela arte, objetividade,
poesia descritiva, versos impassíveis, exatidão e economia de imagens e metáforas,
poesia técnica e formal, retomada de valores clássicos, apego à mitologia
greco-romana.
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Simbolismo
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1890
Eugênio de Castro
Publicação de Oaristos
Gêneros: poema e prosa.
Poesia: Camilo Pessanha
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1893
Cruz e Sousa
Publicação de Missal (prosa poética) e
Broquéis (poesia).
Poesia: Cruz e Sousa e Alphonsus de
Guimaraens, Pedro Kilkerry, Emiliano Perneta.
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Simbolismo:
reação contra o positivismo, o Naturalismo e o Parnasianismo; individualismo,
subjetivismo psicológico, atitude irracional e mística, respeito pela música,
atitude irracional e mística, respeito pela música, cor, luz; procura das
possibilidades do léxico.
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Pré-Modernismo
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.-
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1902
Publicação de Os Sertões, de Euclides
da Cunha; Canaã, de Graça Aranha.
Prosa: Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Lima
Barreto, Graça Aranha.
Poesia: Augusto dos Anjos;
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Pré-Modernismo:
tendência das primeiras décadas do século XX, sentido mais crítico, fixando
diferentes facetas da realidade social, política ou alterações na paisagem e
cor local.
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Gráfico
Explicativo
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