terça-feira, 28 de julho de 2015
VANGUARDAS EUROPÉIAS NA LITERATURA
VANGUARDAS EUROPÉIAS NA LITERATURA
HISTÓRICO:
Para sabermos o que é vanguarda, precisamos saber que retaguarda são os diversos movimentos que atuam no momento. Dizemos que Castro Alves estava na retaguarda porque escrevia no Romantismo que estava em voga na época.
Vanguarda são os movimentos que estão à frente do período literário vigente. Assim o
Futurismo é um movimento de vanguarda porque está sempre à frente.
A palavra vanguarda deriva da correspondente francesa avant-garde que significa grupos ou correntes que apresentam propostas ou práticas novas.
A palavra vanguarda está associada ao campo das artes, a uma ou mais tendências que, num determinado período histórico, rompem o estilo vigente da época. As pessoas rompem com o período atual, como se elas estivessem a frente do seu tempo, captando idéias do futuro. Geralmente são incompreendidas e sua arte provoca escândalo e choca os padrões do momento.
Grandes inovações apareceram no final do séc. XIX e começo do séc. XX, tais como: telégrafo, automóvel, televisão, lâmpada, avião, cinema, telefone, rádio e outros - modificando completamente o modo de viver das pessoas. Esse novo modo de vida ficou conhecido como a Belle époque. O essencial era viver com conforto. Os ricos iam na frente e os operários seguiam-nos um pouco atrás.
Surge o capitalismo imperialista e as primeiras potências mundiais: Inglaterra, França e Alemanha. Houve muitos choques entre os proprietários e a burguesia. Os choques foram tantos que acabou gerando a I guerra mundial na Europa que durou de 1914 a 1918. Este grande conflito abriu o olho de muitos países que passou a questionar os valores políticos.
A classe operária assume o poder pela primeira vez. Acontece a revolução Russa em 1917. As idéias de Marx e Engels passaram a ser praticadas, provocando pavor na classe dominante.
Terminada a I guerra, houve uma decadência européia e os EUA, aparecem como uma potência emergente.
MOVIMENTOS DE VANGUARDA:
Com esta série de problemas surgem novos pensamentos, novos movimentos artísticos e literários. Tudo isto veio culminar no que nós chamamos de vanguarda.
Estes movimentos trazem uma inquietação nas primeiras décadas do século, são altamente radicais, agressivos, questionadores, rompem com o academismo, criam uma arte deturpada. Eles divulgam suas idéias através de manifestos, editoriais, prefácios, muros, jornais e revistas literárias. São poucos os que possuem valor literário, servindo apenas como fonte histórica.
Estes movimentos hoje já pertencem ao passado, não tiveram uma vida muito longa, mas trouxeram um legado literário. Eles estabeleceram uma atitude crítica permanente e que servem de modelo para movimentos futuros.
Notamos nesses movimentos as seguintes características: propunham o antipassadismo cultural e, principalmente, o da arte; integração entre as diferentes manifestações artísticas como pintura, escultura, literatura, música, caricatura e arquitetura; deformação da realidade, imagens deturpadas; literatura visual, mas não abandonando totalmente as letras.
FUTURISMO:
O Futurismo foi um movimento lançado em 1909 em Paris no manifesto assinado pelo escritor italiano Filipo Tommaso Marinetti. Foram 30 manifestos lançados no jornal francês “Le Figaro” com o nome de “Manifesto Futurista”. Ele tinha um caráter violento e radical e chocou os meios culturais europeus. Propunha a destruição do passado e a exaltação do futuro, da técnica, da raça, da velocidade. Neste ponto glorificavam o ritmo da vida moderna, da era das máquinas, da velocidade, da eletricidade, do automóvel, do avião.
Na escultura e na pintura os futuristas buscaram representar o movimento dos objetos e seres no espaço.
Na literatura o efeito se dá através de uma técnica conhecida entre os futuristas como: “palavras em liberdade”. Com isto eles destruíram a sintaxe, acabavam com os adjetivos, aumentavam os substantivos.
Entre as características do futurismo temos: pregam a velocidade, a era da máquina, a destruição da sintaxe, a imaginação sem fio, palavras soltas, sem conexão, vida moderna, valorização do anti-racionalismo e outras.
ODE TRIUNFAL
Álvaro de Campos
À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica
tenho febre e escrevo
escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
por todos os meus nervos dissecados fora,
por todas as pupilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
de vos ouvir demasiadamente de perto,
e arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
de expressão de todas as minhas sensações,
com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas.
EXPRESSIONISMO:
O movimento expressionista surgiu em 1910 na Alemanha e trouxe uma grande herança da arte no final do séc. XIX. Sua grande aplicação, no entanto, só ocorreu no começo do século XX.
O expressionismo está mais ligado à pintura e teve sua base com o norueguês Edvar Much com o quadro: “O grito”. Na Alemanha o estilo foi abafado por ser considerado subversivo para os jovens, pois seu objetivo era expressar as emoções do mundo interior do ser humano, usando uma distorção violenta, cores fortes e traços exagerados. O expressionismo expressa o mundo interior do poeta, por isso as imagens saem distorcidas.
Eles também procuram mostrar o sofrimento humano, seus problemas, sua angústia. A caricatura procura mostrar a fealdade humana.
O Expressionismo vai até 1933 quando começa o seu declínio.
As inovações expressionistas em destaque são: a composição abstrata pode ser tão eficiente quando as composições facilmente identificáveis; o poder expressivo das cores, formas, pinceladas, escala, textura e tamanho reveste a criação, levando o artista a desprender-se do tema e revelar a sua visão dele.
Entre suas características destacamos: linguagem fragmentada, frases nominais; liberdade de forma; combate à fome, à inércia, a dar valor ao mundo burguês; distância do tema para expressar as emoções pessoais a respeito; linguagem metafórica e deturpada.; desconexão de idéias; imagem distorcida do interior do Eu.
NOTURNO
João Cabral de M.Neto
O mar sopra sinos
os sinos secavam as flores
as flores eram cabeças de santos.
Minha memória cheia de palavras
meus pensamentos procurando fantasmas
encontrar em meus pesadelos atrasados de muitas noites.
De madrugada, meus pensamentos soltos
voaram como telegramas
E as janelas acesas toda a noite
o retrato da morte
fez esforços desesperados para fugir.
DADAÍSMO:
O movimento Dadaísta surgiu em plena I guerra mundial. Um grupo de refugiados em Zurique na Suíça inicia o mais complicado movimento de vanguarda que conhecemos – o Dadaísmo.
Como vivia-se um clima de instabilidade e revolta, o movimento Dadá viria responder tudo aquilo com gozação, gargalhadas, deboche, ilogismo, irreverência e agressividade àquela civilização animalizada e decadente que se envolvera com a guerra. Se o mundo estava um verdadeiro caos, como é que iria ter uma arte bonitinha, bem trabalhada, bem elaborada? Para quê? Ser destruída com bombas e canhões? Uma arte é infinita e eterna, mas se tudo estava bagunçado e se acabando... Era inútil fazer arte, por isso os dadaístas fizeram uma arte anarquista, recitando poesia, música e danças incompreensíveis na época pela platéia.
Negando o passado, o presente e o futuro, o Dadaísmo é a total falta de perspectiva diante da guerra, daí ser contra as teorias, as ordenações lógicas, pouco importando com o público leitor.
E a palavra Dadaísmo de onde surgiu? Surgiu ao acaso. Eles abriram o dicionário ao acaso e deram com esta palavra. Tristan Tzara explica como encontrou o vocábulo:
“Encontrei o nome casualmente ao meter uma espátula num tomo fechado do Petit Larousse e lendo logo ao abrir o livro, a primeira linha que me saltou à vista: DADA. Em francês Dada é diminutivo infantil de cavalo (cheval).”
Tristan Tzara (1887-1963) poeta romeno foi o idealizador do Dadaísmo o qual propunha o fim de qualquer consumo estético em relação à arte por meio do uso da ironia, da invenção e da anarquia.
Marcel Duchamp (1887-1968) prendeu uma roda de bicicleta em uma banqueta e criou o “ready-made” roda de bicicleta, um dos símbolos do movimento dadaísta nas artes plásticas. Essa antiarte é a mesma representada pelo ready-made do pente e sua intenção é criticar o mercantilismo na arte.
O Dadaísmo, apesar de ser contra a arte, acabou se tornando num dos grandes movimentos da arte do séc. XX, dando origem, inclusivo ao Surrealismo mais tarde.
Entre as principais características desta literatura temos: movimento antiarte, anarquia, escrita automática (o que se pensa escreve), associação de idéias, invenção de palavras.
PARA FAZER UM POEMA
Tristan Tzara
Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar ao seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse atrito
e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem que
elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo escritor infinitamente e de uma sensibilidade graciosa,
ainda que incompreendido do público.
SURREALISMO:
O último movimento das vanguardas foi o Surrealismo lançado por André Breton em 1924.
Foi um movimento iniciado no período entre guerras, criado sobre as cinzas da primeira guerra e sobre a experiência acumulada de todos os outros movimentos. Suas origens estão mais próximas do Expressionismo, pois busca o homem primitivo, da libertação, do inconsciente, da valorização do sonho. Temos um Salvador Dali como o mais extraordinário surrealista. Ele sofreu as influências de Freud em suas obras.
André Breton divulga seu Manifesto do Surrealismo - automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe a exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja por qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Muitos pintores aderiram a estas propostas, pois estavam ligadas ao subconsciente e à psicanálise.
O automatismo artístico propõe extravasar a criação do subconsciente, sem interferência da razão ou do pensamento. É a expressão total do mundo interior ( sonhos, alucinações, imaginação).
Para alcançar seus objetivos os surrealistas acreditavam ser necessária a mudança total da sociedade capitalista, acabando com a estrutura de classes sociais. Alguns de seus membros, inclusive, passaram a ter ligações com o comunismo, o que dividiu o grupo.
As últimas exposições Surrealistas aconteceram em Paris na década de 50.
Entre as suas características temos: automatismo psíquico; sem ordem lógica; improvisação; imagens deturpadas; inconsciente, intuição; sonhos, alucinações, imaginação; devaneio, impacto do inusitado.
OS ANJOS MORTOS
Leônidas Porto Sobrinho
Buscai-os, buscai-os
na insônia dos encantamentos esquecidos,
nos regueiros interrompidos pelo silêncio do lixo.
Não longe dos charcos incapazes de guardar
uma nuvem,
uns olhos perdidos,
um anel rompido
ou uma estrela pisoteada.
Porque eu os vi:
nesses escombros momentâneos que aparecem nas neblinas.
Porque eu os toquei:
no desterro de um tijolo defunto,
vindo ao nada desde uma torre ou um carro.
Nunca mais além das chaminés que se derrubam
nem dessas folhas tenazes que se gravam nos sapatos.
Em tudo isto.
Mas nestes estilhaços vagabundos que se consomem sem fogo,
nessas ausências fundidas que sofrem os móveis desvencilhados,
não a muita distância dos nomes e signos que se deixam esfriar nas paredes.
Buscai-os, buscai-os:
debaixo da gota de cera que sepulta a palavra de um livro
ou a assinatura de um desses cantos de cartas que o pó traz rodando.
Perto do casco perdido de uma garrafa,
de uma sola extraviada na neve,
de uma navalha abandonada na borda de um precipício.
CUBISMO:
O Cubismo desenvolveu-se a partir das experiências desenvolvidas na pintura por Pablo Picasso e de Georges Braque que valorizavam as formas geométricas ( Cones, esferas, quadrados, triângulos, cilindros, etc.) ao revelar um objeto em seus múltiplos ângulos. A proposta cubista centrava-se na liberdade que o artista deveria ter para decompor e recompor a realidade a partir de elementos geométricos.
O Cubismo nega a objetividade e a linearidade da arte realista e renascentista. Para o pintor cubista, o espectador é que deve recompor os planos e ângulos para obter uma visão do todo, de face e de perfil.
O trabalho mais importante de Picasso, foi a tela cubista Les Demoiselles d’Avignon de 1907 que foi a primeira obra cubista que conhecemos. Nesta tela fica patente a superposição de planos com o perfil e a vista de frente. A tela mostra uma série de ângulos. Os cubistas abandonavam, portanto, a perspectiva clássica e buscavam a visão sucessiva de diferentes ângulos.
Guilhaume Apollinaire publica os Caligramas em 1918, onde explorou as possibilidades figurativas do verso, abolindo as fronteiras que havia entre a poesia e a pintura. O texto poético ganha especial dimensão gráfica no espaço em branco. O poema “A apunhalada” mostra bem esta característica.
Entre as principais características destacaremos: a valorização das formas geométricas, principalmente os ângulos; interpenetração dos ângulos; imagens distorcidas; decomposição da realidade; negação da objetividade; descontinuidade cronológica.
A POMBA APUNHLADA
E O JATO D’ÁGUA
Guilhaume Apollinaire
Doces figuras apunhaladas
caros lábios em flor
Mia Mareye
Yette Lorie
Annie e você Marie
onde estão
vocês ó
meninas
Mas
junto a um
jato de água que
chora e que suplica
esta pomba se extasia
Todas as recordações de outrora?
Onde estão Raynal Billy Dalize
Os meus amigos foram para a guerra
os seus nomes se melancolizam
Como os passos numa igreja
E os seus olhares na água parada
Onde estão Crémnitz que se alistou
Morrem melancolicamente
Pode ser que já estejam mortos
Onde estão Braque e Max Jacob
Minha alma está cheia de lembranças
Derain de olhos cinzentos como a autora
O jato de água chora sobre a minha pena
Os que partiram para a guerra ao norte
se batem agora
a noite cai o sangrento mar
Jardins onde sangra abundantemente a
loura rosa flor guerreira.
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
SIMBOLISMO
http://www.coladaweb.com/exercicios-resolvidos/exercicios-resolvidos-de-portugues/simbolismo-2
Simbolismo – Exercícios
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Leia o artigo: Simbolismo
Nos exercícios de números 01 a 05 assinale em cada série a afirmação que não corresponda ao Simbolismo:
01.
a) Uso freqüente de aliterações e assonâncias.
b) Musicalidade dos versos.
c) Uso de rimas pobres.
d) Presença de assonâncias.
e) Apreensão dos modelos greco-romanos.
02.
a) Procurou instalar um credo estético com base no subjetivismo.
b) Não precisar as coisas, antes sugeri-las.
c) Racionalismo absoluto.
d) Expressão indireta e simbólica.
e) Transcendentalismo
03.
a) Evocar os objetos pouco a pouco, através de um processo encantatório que caracteriza o Simbolismo.
b) Correspondência e inter-relações de sentidos, sinestesias.
c) Vida literária marcada pela excentricidade, artifício, insânia.
d) Vida introspectiva, o homem voltado para dentro de si mesmo, levando-o à duvida, as perguntas
angustiantes.
e) Arte poética como fruto do consciente.
04.
a) Descoberta da metáfora como célula germinal da poesia, daí a riqueza imagística.
b) Poesia surgida do espírito irracional, não conceitual da linguagem.
c) objetividade no encarar a vida.
d) os estado d’alma são importantes, a religião do “eu”, daí a forte nota individualista.
e) explora a realidade situada além do real e da razão.
05.
a) Conflito eu X mundo.
b) Correspondência entre o mundo material e o mundo espiritual.
c) Ânsia do absoluto, do eterno e do mundo ideal.
d) Distanciamento entre literatura e música.
e) Impressões sensoriais apuradas.
06. Das alternativas abaixo, indique a que não se aplica ao Simbolismo:
a) Procura evocar a realidade e não descrevê-la minuciosamente.
b) O poeta evita que os sentimentos interfiram na abordagem da realidade.
c) O valor musical dos signos lingüísticos é um efeito procurado pelos poetas.
d) O simbolismo mantém ligações com a poética romântica.
e) O tema da morte é valorizado pelos simbolistas.
07. (ESAPP-modificado) Assinale a única afirmação coerente com as características do movimento simbolista:
a) Algumas obras são bastante herméticas, justificando a referencia a um estilo “nefelibata”, pela obscuridade nebulosa, consistindo não poucas vezes em uma linguagem de compreensão extremamente difícil.
b) Evita radicalmente a abordagem de paisagens desoladamente esfumaçada, de visões esgarçadas, de um estilo etéreo e de um penumbrismo no ambiente.
c) Nas obras há um predomínio dos fatos fisiológicos, que não de fatos de ordem espiritual e transcendente, mas apenas manifestações da matéria.
d) Preferência pelos assuntos da época, marcadamente as questões sociais, como a abolição da escravatura.
e) Exacerbado sentimento da natureza, que se revela especialmente quanto à apresentação do indígena e das riquezas naturais, como florestas, rios e fauna.
08. (PUC) No poema de Cruz e Sousa, ocorre o predomínio das seguintes características:
a) inovações, simultaneidade de traços, dinamicidade, ausência de seqüência temporal e descritor-observador.
b) Explicações, seqüência de traços, estaticidade, seqüência temporal e narrador-personagem.
c) Explicações, seqüência de traços, dinamicidade, ausência de conflito narrativo e ausência de narrador.
d) Invocações, concomitância de traços, estaticidade, ausência de conflito narrativo e ausência de narrador.
e) Invocações, concomitância de traços, estaticidade, seqüência temporal e descritor-observador.
09. Das alternativas abaixo, indique a que não se aplica ao Simbolismo:
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes…
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes…
Infinitos espíritos dispersos
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.
a) Valores fonêmicos como elemento estrutural.
b) O emprego adequado de símbolos.
c) Alucinações sinestésicas.
d) Exatidão descritiva.
e) Um código novo e requintado.
10. O simbolismo caracterizou-se por ser:
a) positivista, naturalista, cientificista;
b) antipositivista, antinaturalista, anticientificista;
c) objetivo – racional;
d) uma volta aos modelos greco-latinos;
e) subjetivista – materialista.
Respostas:
01. E 02. C 03. E 04. C
05. D 06. B 07. A 08. A
09. D 10. B
sábado, 16 de maio de 2015
PORTUGUÊS E REDAÇÃO PARA CONCURSOS: DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO - EXERCÍCIOS
PORTUGUÊS E REDAÇÃO PARA CONCURSOS: DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO - EXERCÍCIOS: Prezado(a)s aluno(a)s, seguem algumas questões sobre o tema Denotação X Conotação . Exercícios 1. Assinale o segmento em que NÃO f...
Aline Letras: Trovadorismo - Exercícios
Aline Letras: Trovadorismo - Exercícios: 1- (Fuvest-SP) Escreva as palavras que completam os espaços. “Ai, flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado? Ai...
quarta-feira, 29 de abril de 2015
história da literatura http://www.gargantadaserpente.com 1 escolas literárias
http://www.gargantadaserpente.com/historia/index.shtml
História da literatura
http://www.gargantadaserpente.com 1
escolas literárias
INTRODUÇÃO.:
Na origem, a literatura de todos os povos foi oral. Apesar de originar-se
etimologicamente da palavra letra (do latim, littera, letra), a Literatura surgiu nos
primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em
tribos nômades, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos
primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram transmitidas de forma oral através
das gerações. Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber
pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registrar a tradição oral. Mais tarde
surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as tabuletas,
óstracos, papiros e pergaminhos. Dessa maneira, as primeiras obras literárias
conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral.
A maior parte da literatura ocidental antiga se perdeu. Cada uma das cinco civilizações
mais antigas que se conhecem - Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura
dos israelitas na Palestina - entrou em contato com uma ou mais dentre as outras. Nas
duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tábulas de argila quebradas, e a
egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna.
Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de
mitos arquetípicos - o Gilgamesh e o Enuma Elish que vieram a ecoar e ter
desdobramentos em terras bem distantes. O Egito, que detinha a intuição mística de
um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura
hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros
manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar
profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas
vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo
mantivera-a afastada dos gregos e romanos.
Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, a
literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma.
Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento
e escolha de verso e métrica.
A chamada literatura clássica, que engloba toda a produção greco-romana entre os
séculos V a.C. e V d.C., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas,
transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras
da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa
e das regiões colonizadas pelos europeus. Todos os gêneros importantes de literatura
- épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa - foram
criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões
secundárias.
história da literatura
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escolas literárias
ESCOLAS LITERÁRIAS.:
No estudo da literatura, costuma-se dividir a produção literária de um país em Eras, e
essas Eras se dividem em fases menores, chamadas de escolas literárias ou estilos
de época.
As escolas literárias delimitam períodos da história da literatura nos quais o contexto
político-econômico e os fatores sócio-culturais se manifestam no comportamento, nos
costumes, na arte e, portanto, na produção literária vigente, refletindo um conjunto de
características comuns que impregnam as obras dos diversos autores, tanto no tocante
à linguagem, quanto aos temas e à maneira de conceber o mundo e expressar a
realidade. Dessa forma, os marcos divisórios das escolas literárias costumam coincidir
com as grandes transformações históricas vividas num país. Todavia, cabe ressaltar
que, evidentemente, dentro de cada estilo de época, existem também os estilos pessoais
de cada autor.
Como as primeiras manifestações literárias brasileiras datam do século XVI, vamos
iniciar nossa abordagem pela Era Medieval da literatura portuguesa, que compreende
o Trovadorismo e o Humanismo, que refletem o período em que Portugal se consolidava
como Estado-Nação e a língua portuguesa adquiria independência do galego. Depois,
vamos iniciar a abordagem do Quinhentismo brasileiro ao mesmo tempo em que Portugal
inicia o Renascimento.
LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA – 2ª SÉRIE EM – QUADRO CRONOLÓGICO Prof. Ten Holzapfel –
http://r.search.yahoo.com/_ylt=A0LEV2jPy0BVAcAAcBPz6Qt.;_ylu=X3oDMTE0NXNwZ3RyBGNvbG8DYmYxBHBvcwM3BHZ0aWQDVklQQlIwMV8xBHNlYwNzcg--/RV=2/RE=1430338639/RO=10/RU=http%3a%2f%2fwww.cmjf.com.br%2fcmjf24horas%2faluno%2fmaterial%LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA –
2ª SÉRIE EM – QUADRO CRONOLÓGICO

Podemos
entender facilmente as escolas literárias do Brasil por meio deste gráfico.
/RK=0/RS=ExCkdLTPXqm5OTwHxDZCOXw1yw8-
Prof. Ten Holzapfel –
Aluno:__________________________ Turma: _____________________
Cronologia e características dos
movimentos literários
|
Estilo
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Portugal
|
Brasil
|
Características
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|
Trovadorismo
|
1189/1198
A Ribeirinha
Paio Soares de Taveirós
Gêneros: cantigas (poesia), novelas de
cavalaria, nobiliários, hagiografias.
|
-
|
Cantigas
de Amor: sofrimento, idealização, eu lírico masculino, ambiente da Corte,
dama inacessível, caráter análítico-descursivo.
Cantigas de Amigo: eu lírico feminino,
confessional, ambiente popular, paixão incorrespondida, realista,
narrativo-descritiva.
Cantigas de Escárnio e Maldizer: críticas
indiretas ou diretas de pessoas ou fatos de uma época. Rica fonte de documentação.
|
|
Humanismo
|
1418
Fernão Lopes, guarda-mor da Torre do Tombo.
Gêneros: historiografia, teatro popular, prosa
doutrinária.
Gil Vicente (teatro)
|
-
|
Teatro:
em poesia, versa sobre assuntos profanos ou religiosos; carpintaria teatral
rudimentar; ausência de regras; sem unidade de ação, tempo e espaço. Aspectos
críticos de uma sociedade em transição.
|
|
Classicismo
Quinhentismo
|
1527
Sá de Miranda
Introdução da medida nova.
Gêneros: poesia lírica, épica, teatro e
crônicas.
Camões (poesia)
|
1500
(Quinhentismo)
1º Documento escrito em terras brasileiras:
Carta a D. Manuel.
Gêneros: poesia lírica e épica, teatro e
crônicas.
Pero Vaz de Caminha
José de Anchieta
|
Valorização
do homem (antropocentrismo); paganismo (maravilhoso pagão); superioridade do
homem sobre a natureza; objetividade; racionalismo; universalidade; saber
concreto em detrimento do abstrato; retomada dos valores greco-romanos; rigor
métrico, rímico e estrófico: equilíbrio e harmonia.
|
|
Barroco
|
1580
Morte de Camões
Portugal sob o domínio espanhol.
Gêneros: oratória sacra, política e social;
poesia religiosa, satírica e lírico-amorosa.
Pe. Antônio Vieira
(oratória)
|
1601
Bento Teixeira: publicação de Prosopopéia
Pe. Antônio Vieira (oratória)
Gregório de Matos (poesia)
|
Arte
dos contrastes: antinomia homem - céu, homem - terra; visualização e
plasticidade; fugacidade; não-racionalismo; unidade e abertura (perspectivas
múltiplas para o observador); luta entre o profano e o sagrado. Culto a
elementos evanescentes (água/vento). Sentido de transitoriedade da vida; carpe
diem (aproveitar o momento); valorização do presente, movimento ligado ao
espírito da Contra - Reforma; jogos de metáforas; riqueza de imagens; gosto
pelo pormenor; malabarismo verbal – uso de hipérbato, hipérbole, metáforas e
antíteses.
|
|
Arcadismo
|
1756
Fundação da Arcádia Lusitana.
Gênero: poesia
Bocage (poesia)
|
1768
Cláudio Manuel da Costa:
Obras Poéticas
Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio
Gonzaga (poesia lírica e épica)
Basílio da Gama e Santa Rita Durão (poesia épica)
|
Arte
do equilíbrio e harmonia; busca do racional, do verdadeiro e da natureza;
retorno às concepções de beleza do Renascimento; poesia objetiva e
descritiva; áureas mediocritas: o objetivo arcádico de uma vida serena
e bucólica; pastoralismo; valorização da mitologia; técnica da simplicidade.
Literatura linear e regrada: inutilia truncat (cortar o inútil).
|
|
Romantismo
|
1825
Almeida Garrett
Publicação do poema Camões
Gêneros: prosa (romance e novela)
poesia e teatro.
|
1836
Gonçalves de Magalhães
Publicação de Suspiros Poéticos e Saudades
Poesia: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo,
Casimiro de Abreu, Castro Alves.
Prosa: (urbanos) Alencar, Joaquim Manuel de
Macedo, Manuel Antônio de Almeida; (regionalistas) Alencar, Bernardo
Guimarães, Taunay; (indianista-histórico) Alencar
|
1ª
Geração: nacionalismo, ufanismo, natureza, religião, indianismo/medievalismo.
2ª Geração: mal do século, evasão, solidão,
profundo pessimismo, anseio da morte.
3ª Geração: condoreirismo, liberdade,
oratória de reivindicação, transição para o Parnasianismo, literatura social
e engajada.
Geral: imaginação, fantasia, sonho,
idealização, sonoridade, simplicidade, subjetivismo, sintaxe emotiva,
liberdade criadora.
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Realismo/ Parnasianismo/
Naturalismo |
1865
Questão Coimbrã: Antero de Quental contra
Castilho (Novos x Velhos)
Gêneros: prosa (romance, conto, crônica),
poesia, crítica.
Prosa: Eça de Queirós
Poesia: Antero de Quental, Cesário Verde,
Guerra Junqueiro.
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1881
Machado de Assis
Publicação de Memórias Póstumas de Brás
Cubas/ Realismo
Aluísio de Azevedo
Publicação de O Mulato/ Naturalismo
Década de 80
Definição do ideário parnasiano.
Prosa: Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Raul
Pompéia
Poesia: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo
Correia, Vicente de Carvalho.
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Realismo:
preocupação com a verdade exata, observação e análise, personagens
tipificadas, preferência pelas camadas altas da sociedade. Objetividade.
Descrições pormenorizadas. Linguagem correta, no entanto é mais próxima da
natural, maior interesse pela caracterização que pela ação – tese documental.
Naturalismo: visão determinista do homem
(animal, presa de forças fatais e superiores – meio, herança genética,
fisiologia, momento). Tendência para análise dos deslizes de personalidade.
Deturpações psíquicas e físicas. Preferência pela classe operária. Patologia
social: miséria, adultério, criminalidade, etc – tese experimental.
Parnasianismo: arte pela arte, objetividade,
poesia descritiva, versos impassíveis, exatidão e economia de imagens e metáforas,
poesia técnica e formal, retomada de valores clássicos, apego à mitologia
greco-romana.
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Simbolismo
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1890
Eugênio de Castro
Publicação de Oaristos
Gêneros: poema e prosa.
Poesia: Camilo Pessanha
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1893
Cruz e Sousa
Publicação de Missal (prosa poética) e
Broquéis (poesia).
Poesia: Cruz e Sousa e Alphonsus de
Guimaraens, Pedro Kilkerry, Emiliano Perneta.
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Simbolismo:
reação contra o positivismo, o Naturalismo e o Parnasianismo; individualismo,
subjetivismo psicológico, atitude irracional e mística, respeito pela música,
atitude irracional e mística, respeito pela música, cor, luz; procura das
possibilidades do léxico.
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Pré-Modernismo
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1902
Publicação de Os Sertões, de Euclides
da Cunha; Canaã, de Graça Aranha.
Prosa: Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Lima
Barreto, Graça Aranha.
Poesia: Augusto dos Anjos;
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Pré-Modernismo:
tendência das primeiras décadas do século XX, sentido mais crítico, fixando
diferentes facetas da realidade social, política ou alterações na paisagem e
cor local.
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Gráfico
Explicativo
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